Temos espaço para o bom humor…

Essa animação muito legal. Repare na cara de desprezo do hipopótamo…

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reflexão sobre sentimentos

Coisas que antes pareciam óbvias, agora são um esforço tão grande, um labirinto se abrindo. De repente percebo que não sei mais como agir, e se eu pensar por dois minutos, acabo fugindo quando mexem com meu coração para não ter que sofrer, me iludir, me preocupar.

Tudo que eu penso em dizer sai sempre pela metade. Por exemplo, se eu penso: “Fica aqui porque eu gosto de você”, eu falo: “Não está tão tarde”. Ou então se vou ligar pra dizer: “Queria sentar e conversar, passar algumas horas junto, dar risada, dividir uma pizza…”, acabo falando: “Você está ocupado?”. Péssimo.

Sinto necessidade de deixar uma brecha para pessoa desistir. Talvez seria melhor alternativa ficar muda, sem dizer uma palavra, esperar que qualquer tipo de sentimento passe, sem demonstrar nada…

 

Poesia de um amigo meu…

Fazia tempo que eu não lia as coisas que meu amigo Mário andava escrevendo, hoje fui conferir o blog dele, e não teve como resistir, furtei um poema. Desculpa Mário! Gosto muito desse jeito de decompor as palavras.

Dois Poemas. Um Poeta. (Mário Liz)  

I

Sonhos em balões de nuvens. Em aeronaves. Em nove mil estrelas. Em tantas mais cadentes. Em danças e confetes. Em fitas, serpentinas. Na luz no fim que nos destina. Na flor, jardim que nos distrai. E n’alma que destoa. À toa, atua, ator, mas nunca atado. As mãos sempre a voar. Vou ar, vou terra, volátil. Sinto minh’alma transpirar. Ela é quente. Ela é canto de mar. Eu sinto toda pressa do mundo que passa. E tudo me vem num poema devagar.

www.meiomarmeiorio.blogspot.com

Um quarto

Ultimamente uma das coisas que mais gosto de fazer é sair de casa para comer, de preferência coisas leves e acompanhadas de algumas doses etílicas. E ir ao cinema, o problema é que eu nunca acho companhia… vou sozinha mesmo, mas gostaria que alguma dia algum me levassem. Difícil encontrar pessoas que gastem dinheiro com cultura – o preço dos ingressos não colabora, ainda ouvi dizer que vão restringir a meia-entrada aqui na capital.

Nunca ganhei flores. Não ligo mais. E até prefiro ficar sozinha, porque tudo que se relaciona à vida sentimental, comigo não dá certo. Nunca. Por algum tempo, talvez. Em geral, fico sempre no quase. 

Me acalma ver a paisagem de concreto da cidade e dirigir na estrada. Quando preciso andar a pé durante o dia, observo as pessoas que eu não conheço e tento imaginar como são suas vidas.

Antes de levantar me pergunto se deveria sair da cama, 25 anos, um quarto de século. Um quarto da minha vida já passou. Parece mais. Parece que já vivi tudo que precisava. Muitas pessoas queridas ficaram perdidas pelo caminho e preciso fazer esforço para não perder outras por aí. Na verdade, estou me despedindo dessa idade, daqui a pouco chega mais um aniversário. E depois outro, e certamente, daqui alguns anos, estarei escrevendo sobre meu cotidiano aos 50 anos – meio século de vida.

 

todo mundo gostou, mas não é novidade:

 “…seis meses de paixão; dois anos de ciúmes; quatro anos de infidelidade; oito anos de desentendimentos. Imagine quanto tempo perdido!

 

A questão é que você pode amar duas pessoas, uma depois da outra, uma interrompendo a outra como eu fiz. Você pode amá-las de formas diferentes. E isto não significa que um amor é verdadeiro e o outro é falso.

 

Oliver costumava ter uma teoria que ele chamava de Amor, etc: em outras palavras, o mundo está dividido em pessoas para as quais o amor é tudo e o resto da vida é um mero ‘etc.’, e pessoas que não valorizam suficientemente o amor e acham que a parte mais excitante da vida é o ‘etc’”.

 

“Amor e etc”, de Julian Barnes