Pernas bem contornadas com um toque de cetim

Sempre evitei usar meia-calça. As inteiras são as piores, a cintura delas é muito acima do que qualquer cós, então precisam ser enroladas (para não aparecer ao menor descuido), e geram desconforto. Quando está frio, uso calça. A menos que a ocasião exija certa elegância, tento me manter afastada das meias de náilon. Lembro quando eu era criança, talvez nem tão criança assim, existia aquele mito de que as tais meias camuflavam a celulite e as dançarinas de axé usavam meia-calça cor da pele. Talvez porque lembre também a minha avó com a meia folgada na canela, escorregando; não consigo acreditar nesta peça de roupa, embora muitas vezes seja inevitável usar por força do clima paulistano. O melhor é cuidar das pernas, independente do bronzeado, para poder usar vestidos.

De uns tempos para cá, as coisas estão mudadas. Não fui só eu que notei. As confecções em geral, de meias e outras vestimentas similares, andaram alterando seu padrão. Sempre comprei meias tamanho “pequeno”, não sei bem ao certo a partir de qual ano (há anos notei), elas começaram a encolher aumentando a sensação de desconforto que relatei no início. Pior quando deixam de fabricar justamente o único modelo que me agrada. O tamanho “pequeno” de hoje em dia se parece com o tamanho do que seria o modelo infantil, antigamente. Estou velha e ranzinza, isso é fato. Mas o inverno está aí, minha implicância com as meias persiste e desaprendi a me proteger do frio.

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