aqui nessa baia

Enquanto isso, numa redação obscura, perdida perto da Berrini, minha colega dizia. Uma mão na cabeça, a edição do dia na bancada:

– Tenho pavor de ler meus textos no dia seguinte, já impressos
– Sempre sai algum erro?
– Sempre, muitos… (pausa)
Tenho a impressão que foi outra pessoa que escreveu (pausa). Não sei o que me deu para escrever desse jeito tosco.

Completamente indignada.

Figuraça.

Depois de tantos anos fui lembrar exatamente da conversa. Nunca mais vi a pessoa, ficou presa no passado, lembrei da cena hoje à tarde. Ainda mantenho contato em todas redes possíveis. Tempos modernos, agora existe gente que só vemos pela internet mesmo.

E dava vontade de vez em quando de ter super poderes para mudar as letras já impressas de lugar. Pelo menos, no meu caso também.

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