trecho II

Olhe, Fernando, estou escrevendo na sua máquina, no seu escritório. Estive aqui há dias, para ver se fazia o que você me pediu,  pegar suas crônicas etc. Mas foi impossível achar a chave do arquivo e, além do mais, estava uma poeira tão infernal que entrei num acesso alérgico e tive de me retirar logo. Hoje, reencontro o telefone mudo, a luz cortada, tudo coberto de pó – a pátina do tempo invadiu seu domínio, sua própria máquina está incrível! A janela custou abrir etc. etc. etc. vou arranjar uma mulher para arrumar, limpar etc. e você me conte onde posso encontrar a chave ou como devo proceder para atender seu pedido.

Otto Lara Resende

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