música digital 4.0

Muitas pessoas queridas sabem que eu tenho pouca paciência para escrever sobre música, melhor dizendo, nenhuma. Gosto muito, escuto horrores, estudo. O problema – e já disse várias vezes isso inclusive, é “falar sobre”… Sempre parece menor do que participar, ouvir que seja.

Outra coisa desagradável é a certeza de que sempre vai surgir algum xiita (fundamentalista, homem-bomba) de algum estilo musical e como, em música, é impossível a agradar a gregos e baianos o bullying é inevitável.

FORMATOS

Impossível escapar da acalorada discussão. Mesmo sabendo que esse assunto é tão vasto que rende um livro sobre. Enfim, tudo que vou colocar aqui é muito superficial se comparado aos profissionais da área.

A compactação para os formatos digitais geralmente implica em perda de qualidade, ok, você pode conseguir arquivos em mp3 com boa qualidade em sites específicos, soundclounds etc. etc. só que é muito mais difícil. Porque vai depender da captação, do microfone, da pós-produção (edição de áudio). Geralmente o que está disponível na internet é a cópia da cópia.

Sem contar que existem sim, canções e álbuns que dificilmente se encontra em mp3, por causa de toda essa discussão em torno de direitos autorais (muitos artistas não liberam), aqui no Brasil ainda vivemos um período longo de censura e algumas coisas se perderam, estão em acervos pessoais, ou apenas em instituições como MIS, por exemplo.

E a moçada quer apenas colecionar e trocar seus arquivos musicais a custo zero. Fico um pouco irritada ao ver mega empresas de internet faturando uma grana absurda através do talento alheio, só que eu mesma fiquei encantada anos atrás ao poder substituir uma pilha de CD’s por arquivos de computador. Passei tudo para o HD da minha máquina, sem hesitar. O que aconteceu foi que depois de cinco anos meu Pentium 4 faleceu após algumas formatações, levando com ele mais da metade dos meus arquivos musicais. De álbum branco dos Beatles, passando por Foo Fighters e Mundo Livre/SA.

O que acontecerá daqui a dez anos, quando todos esses tablets, ipods, ipads, lap tops ultrapassarem a expectativa de vida dos bens semi-duráveis? Por esses motivos, sem contar a qualidade da captação e o cuidado com as faixas eu prefiro o disco de vinil. Quem opta por armazenar seus arquivos nessas versões mais modernas deve ter alguns cuidados: fazer back-up frequente em pendrives, HD’s ou outro suporte. Antes que o sistema comece a apresentar problemas.

UM SOM MELHOR É POSSÍVEL

A Era Digital está aí, sem dúvida, não tem mais volta. Talvez num futuro bem próximo será possível guardar todos nossos arquivos numa nuvem.

Depois de falar sobre sobre captação e armazenamento vamos pensar em reprodução. Reprodução… de arquivos de áudio. Regra fundamental: para ter uma boa qualidade sonora é preciso ter boas caixas acústicas. Dá também para escutar com esses fones grandes de ouvido, são ótimos por sinal, e estão na minha wishlist de verão, mas aí apenas uma pessoa por vez vai conseguir escutar a música.

Sinceramente, toda essa polêmica não me interessa muito. Tenho alguns programas mais técnicos aqui em casa, por conta de um curso de radialismo; programas de tratamento, edição, captação. Para quem se interessar mesmo, existem cursos ótimos sobre áudio e afins.

>>

PS::. Ah, só para lembrar, o formato mais nítido é a execução ao vivo, não dá nem para comparar uma orquestra, um piano, um naipe de metais tocando aos formatos gravados.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s