A morte MÁXIMA de Amy Winehouse

Jomard Muniz de Britto, jmb

Eles fingiram morrer aos 27 anos porque sabiam da incosistência da alma não existir nada de novo para apreender. E jamais acreditaram na Realeza e no sonho americano, na idade de ouro das vanguardas e, portanto, gozavam com eternos desafios do ex-pe-ri-men-tal.

Tantas negações, morte máxima pelo SIM: todas as coisas estão cheias de deuses polivalentes, malvados e perplexos. E os garotos (as), EMOS em seus ninhos sem pergaminhos retornavam territórios diferentes das encruzilhadas de Hamelet aos solitários de Jesus. Ainda sonhando perspectivas aglutinadoras de signos. Permutando antropologias e antropofagias.

Além dos precipícios do prazer

e atavismos familionários .

Aquém dos chistes e enigmas, ou melhor, das cotidianas tragicomédias.

Nada de novo para desaprender.

Tudo pelo êxtase da luta corporal desacreditando potências do sol ao luar.

Amy nunca foi Alice no exílio dos desvairados. Mas sua voz dilacerava alegrias do amor juvenil por quem deveria ser mais forte. Nada e tudo de sempre nas tatuagens do vivencial em perigo.

Morrer aos 27 anos em estrelações tentando escapar das dualidades: incosciente/supereu; barbárie/civilização; acasos/necessidades; beleza/simulacros. Quando Arthur Carvalho admirou a voz onipresente, imaginamos que algo do melhor poderia acontecer. Apesar das mortes súbitas, do desamparo fundamental e da agonia consumista.

Garota irada, Amy transfigurou nossas loucuras sublimando o terror grotesco.

Recife, julho de 2011

Impresso do renomado autor pernambucano distribuído na Balada Literária de 2011

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